Kenneth abriu sua carteira e encontrou 20 dólares, em notas de 5, amassadas, porém limpas. Tirou uma enquanto caminhava para um café da esquina de sua casa, Lexington com Marion. Pediu um expresso, algo de que ele não gostava, mas havia se acostumado nos últimos anos. Dizem que com cerveja é assim; jamais se gosta, apenas se acostuma. O cigarro estava à mão, mas, sentado na mesa do café, pensou em suas vãs promessas a respeito da intermitência do vício. Já iam bons quinze anos desde que ele começara a pitar um atrás do outro. Tinha parado consideravelmente há cerca de três anos, mas uma viagem à Europa o colocou em rota de colisão com sua abstinência. Lá, as pessoas fumavam intensamente, um cigarro atrás do outro; parecia mesmo é que as campanhas de prevenção não haviam chegado lá ainda.
Os seus amigos detestavam viajar. Ele se perguntava se os americanos eram assim mesmo; se era algo culturalmente intrínseco aos americanos essa coisa de não querer viajar. Mas não era o caso dele. Sempre que possível, Kenneth se debruçava sobre a possibilidade de conhecer outras culturas. Sua última viagem tinha sido à Europa.
Os seus amigos detestavam viajar. Ele se perguntava se os americanos eram assim mesmo; se era algo culturalmente intrínseco aos americanos essa coisa de não querer viajar. Mas não era o caso dele. Sempre que possível, Kenneth se debruçava sobre a possibilidade de conhecer outras culturas. Sua última viagem tinha sido à Europa.

